As
misturas asfálticas mornas, conhecidas também como WMA (Warm Mix Asphalt),
estão em total crescimento em todo o mundo. Gradualmente estão substituindo as
misturas asfálticas à quente (HMA – Hot Mix Asphalt) em função de diversas
vantagens técnicas, econômicas e ambientais que proporcionam. As misturas
mornas foram desenvolvidas em mais de duas décadas no exterior, sendo aplicada
de diversas formas: através da produção de espuma de asfalto, com o uso de
ceras ou de aditivos químicos. O uso cresceu bastante em outros países através
do uso do aditivo químico por agregar as melhores propriedades, pela facilidade
de uso, economia gerada em todo o processo e diversas melhorias técnicas
incorporadas ao concreto asfáltico. A tendência é que em breve seja o principal
tipo de mistura asfáltica utilizado no mundo.
No
Brasil ainda há muita desinformação em relação ao entendimento do que são as
misturas asfálticas mornas. Geralmente há uma confusão relacionada a misturas
asfalticas à frio que são produzidas a temperatura ambiente e não conseguem
obter o mesmo desempenho por apresentar menor poder de coesão. Enquanto as
misturas à quente são produzidas em torno de 165°C, as misturas mornas são
produzidas em uma faixa de temperatura entre 100°C e 140°C na secagem dos
agregados na usina de asfalto, enquanto que o ligante asfáltico com o aditivo é
mantido na temperatura convencional.
O
concreto asfáltico saindo da usina a uma temperatura próxima de 120°C é
classificado dentro da faixa de mistura asfáltica morna (WMA – Warm Mix
Asphalt)
Faixas
de temperaturas de usinagem para cada classificação de mistura asfáltica.
Gráfico traduzido da EAPA (European Asphalt Pavement Association).
Trecho
de qualidade aplicado com asfalto morno em uma concessão rodoviária na região
Centro-Oeste do Brasil.
FACILIDADE DE USO
O
aditivo para asfalto morno é adicionado diretamente ao cimento asfáltico de
petróleo (CAP) em uma proporção muito reduzida, de apenas 0,3%. Ou seja, de
cada 1.000 kg de CAP, apenas 3 kg de aditivo é necessário para ativar as suas
propriedades. Com o uso de asfalto modificado por polímero ou borracha, a
proporção pode aumentar um pouco, para uma faixa entre 0,4% e 0,5%. Quando ocorre
o reaproveitamento de RAP na mistura, o percentual pode passar para uma faixa
de 0,5% a 0,7%, todavia a economia obtida é tão alta que o custo do aditivo não
representa um valor que o inviabilize.
O
produto é fornecido de forma industrializada, transportada desde o distribuidor
de asfalto até a obra em um caminhão e adicionado ao tanque de armazenamento da
usina de asfalto. Não há necessidade de qualquer mudança nos equipamentos
utilizados em todo o processo de pavimentação, seja na usina de asfalto ou na
aplicação em campo com a pavimentadora e rolos compactadores. Desta maneira, o
asfalto morno com aditivo químico pode ser utilizado em qualquer obra de
pavimentação do Brasil.
O
aditivo para misturas mornas já vem incorporado no caminhão de CAP do
distribuidor. É possível adicionar manualmente no tanque de armazenamento da
usina de asfalto pequenas quantidades para realização de testes em trechos
experimentais.
PROLONGA A VIDA ÚTIL DA CAMADA ASFÁLTICA
O
processo de oxidação natural da mistura asfáltica já inicia durante o processo
de produção na usina de asfalto. A exposição à altas temperatuas já resulta em
um grau inicial de oxidação, cuja característica é uma perda gradual da
propriedade elástica do asfalto. Quando um pavimento asfáltico alcança um certo
grau de oxidação, as trincas começam a surgir.
Ao
usinar em temperaturas mornas, a oxidação inicial que ocorre em misturas à
quente deixa de existir. Diversos estudos e artigos já foram publicados
mostrando através de análises de laboratório. Isto garante que a mistura
asfáltica terá maior vida útil.
O
contato dos agregados com o CAP em temperaturas acima de 160°C já ocasiona o
envelhecimento de curto prazo.
O
envelhecimento de curto prazo é inevitável nas misturas à quente, mas pode ser
reduzido com a adoção das misturas asfálticas mornas.
FUNÇÃO QUÍMICA DO ADITIVO
O
asfalto é termo-viscoelástico, mudando suas propriedades viscosas e elásticas
conforme temperatura. Viscosidade é a resistência de um fluído ao escoamento.
Em misturas asfálticas à quente, é necessário aplicar uma quantidade imensa de
calor para aquecer os materiais, baixar a viscosidade do ligante asfáltico e
assim alcançar melhor trabalhabilidade que permita a mistura com os agregados,
permitindo maior envolvimento com as pedras e maior capacidade de compactação.
Nas misturas mornas com aditivo químico não há dependência de altas
temperaturas para possibilitar a execução da mistura.
Um
dos aditivos químicos mais usado em todo o mundo, o Evotherm, foi desenvolvido
para promover a adesão dos agregados com o cimento asfáltico em temperaturas
mais baixas sem qualquer alteração no ligante asfáltico. É constituído por
surfactantes (chamados também de tensoativos) especiais derivados de óleos
renováveis na maior parte de sua composição. Estes óleos são derivados do
pinus, uma espécie nativa amplamente utilizada na indústria da celulose, papel
e extração de resina.
Resumidamente,
o aditivo é formado por moléculas especiais que promovem um tipo de harmonia
química na interface dos materiais. O agente surfactante Evotherm é uma
molécula formada por uma cauda apolar (sem diferença de eletronegatividade
entre os átomos) e uma extremidade polar, apresentando diferença de eletronegatividade
com um polo positivo e outro negativo.
Na mistura asfáltica, os agregados são polares enquanto o ligante
asfáltico é apolar. Desta maneira, é necessário uma molécula de um agente
surfactante que faça uma ponte para acabar com esta separação, pois materiais
polares e apolares não se misturam naturalmente. Assim, a energia térmica
necessária para aquecer os materiais e possibilitar a mistura é substituída
pelo surfactante que possibilita a mistura a temperaturas mais baixas.
Para
entender melhor o funcionamento do aditivo químico surfactante para produzir
misturas asfálticas mornas, basta fazer uma analogia com um surfactante
bastante conhecido em nosso dia-a-dia: o sabão. Para limpar um copo sujo com
óleo de cozinha não basta apenas adicionar água, pois como todos sabemos a água
não combina com o óleo. É preciso adicionar o sabão, fazendo com que o óleo
seja atraído para a cauda apolar enquanto a água é atraída para a extremidade
polar. Desta maneira, o óleo é encapsulado e facilmente enxaguado. Este encapsulamento
é conhecido como micelas, um agrupamento em formato de esfera que retem alguma
substância entre as junções de moléculas polares e apolares. No aditivo químico
utilizado para produzir misturas asfálticas mornas, o princípio é exatamente o
mesmo.
A
água que ainda não tenha sido totalmente evaporada na secagem dos agregados na
usina de asfalto, muitas vezes presente em rochas porosas, acaba sendo retida
dentro das micelas formadas pelo surfactante. A parte polar se conecta aos
agregados, enquanto a cauda apolar se conecta com o ligante asfáltico. Em uma
usina de asfalto com temperatura acima de 100°C na secagem dos agregados, a
água já foi quase toda evaporada, enquanto a parte presente está ainda
absorvida dentro dos agregados. Esta água residual é retida na micela do
Evotherm de uma forma encapsulada. As micelas se comportam como pequenas
esferas em um rolamento, dando consistência escorregadia e agregando
propriedade de lubricidade para a mistura. As micelas procuram uma “saída” para
então a água retida entrar em contato com o ar e finalmente evaporar.

O aditivo
químico para misturas asfálticas mornas promove a adesão com os agregados e o
ligante asfáltico através de sua característica química, com uma extremidade
polar e uma cadeia apolar, formando uma espécie de esfera chamada micela.
As
micelas mudam o formato durante a produção da mistura na usina de asfalto e a
compactação final na pista, agregando uma excelente característica de
lubricidade ao material, melhorando sua trabalhabilidade em todo o processo de
pavimentação.
BENEFÍCIOS DE DESEMPENHO
Uma
mistura asfáltica usinada em temperatura reduzida leva muito mais tempo para
esfriar. Quanto maior a temperatura, mais rápida é a troca de calor com o
ambiente, resultando em um esfriamento mais rápido. Desta maneira, as misturas
asfálticas mornas resolvem um problema que é muito comum na pavimentação: a
distância entre a usina de asfalto e o local da obra. Dependendo da condição
climática a mistura asfáltica esfria entre 2° e 6°C por hora quando usinada em
temperatura próxima a 130°C. Quando usinada em temperatura maior, a troca
térmica é maior com o ambiente e assim esfria mais rápido.
O
uso do aditivo químico para produzir misturas mornas agrega uma propriedade
otimizadora na mistura e redutor de riscos na execução. Ocorre uma grande
melhoria na trabalhabilidade e lubricidade do material. Isto significa que a
facilidade para manuseio, aplicação e compactação é muito maior. Falhas comuns
na pavimentação podem ser evitadas, tais como segregações e excesso de passadas
dos rolos compactadores. A temperatura de compactação pode ser reduzida para
até 80°C, enquanto que em misturas à quente convencionais o ideal é que seja em
até 100°C no mínimo. As micelas formadas pelo aditivo promovem esta lubricidade
que permite uma compactação mais rápida e em temperaturas inferiores, abrindo
também uma maior janela para compactação noturna.
O
aditivo também promove melhorias de adesividade, eliminando o uso da cal ou
dope quando o agregado utilizado requer estes materiais. O uso da cal é
problemático no Brasil, onde por falta de conhecimento técnico muitas vezes o
material é adicionado em um local incorreto na usina de asfalto, ou sem um
sistema de dosagem adequado, afetando totalmente a quantidade necessária para
promover a adesividade. Outro benefício é a possibilidade de substituir a fibra
em misturas asfálticas do tipo SMA. Todas estas experiências já foram
utilizadas tanto no Brasil quanto no exterior, sendo que no Brasil o uso foi
adotado principalmente por concessionárias de rodovias.
Melhor
trabalhabilidade das misturas mornas proporciona melhorias no transporte,
aplicação e compactação, com grande redução no número de passadas dos rolos
compactadores.
Em
função dos ganhos em desempenho, a mistura asfáltica morna com aditivo tem sido cada
vez mais usada no Brasil durante os meses de clima frio nas regiões que sofrem
com baixas temperaturas durante alguns períodos do ano.
Pela
menor oxidação causada ao ligante asfáltico em função da menor temperatura de
usinagem, é possível aperfeiçoar o projeto da mistura, com uso mais eficiente
dos materiais.
BENEFÍCIOS AMBIENTAIS
O
processo inicial das misturas mornas começa com reflorestamento sustentável do
pinus, árvore de onde é extraída a resina do aditivo químico utilizado. Então
podemos considerar a aplicação como 100% sustentável desde o início da cadeia
de produção do aditivo até a compactação asfáltica final em obra. O uso de
misturas asfálticas mornas se enquadra totalmente em políticas ESG (Environmental,
Social and Governance), termo conhecido atualmente que significa
sustentabilidade. Ao usinar em temperaturas mais baixas, consequentemente o
consumo de combustível na usina de asfalto é reduzido e a emissão de poluentes
é igualmente diminuída. Estima-se uma redução em 15% nas emissões de gases de
efeito estufa devido ao menor consumo de combustível na usinagem e eliminação
da cal como agente de promotor de adesividade, uma vez que o aditivo
surfactante possui esta caractistica. Quando em combinação com o uso de RAP, o
nível de sustentabilidade é ainda maior pelo reaproveitamento de materiais.
Podemos então definir que misturas mornas significam pavimentação totalmente
sustentável.
As
fumaças emitidas durante o processo de pavimentação são vapores tóxicos e muito
prejudiciais ao trabalhador, pois são voláteis orgânicos sendo queimados. As
emissões de fumaças na aplicação com misturas mornas são praticamente extintas,
garantindo mais a saúde dos trabalhadores e sem gerar transtornos para a
população do entorno da obra. Muitas vezes não é possível observar as emissões,
que são geradas pela queima do ligante asfáltico quando ocorre a produção em
altas temperaturas. Estudos mostraram que ao reduzir apenas 12°C a temperatura
de secagem dos agregados na usina de asfalto, ocorre mais de 40% de redução das
emissões. Ao reduzir cerca de 36°C, a redução nas emissões pode chegar até a 90%.
As
emissões de fumos é praticamente eliminada quando o concreto asfáltico é
produzido com temperaturas dentro da faixa considerada morna (de 100°C a 140°C),
conforme foto registrada na mesma usina de asfalto produzindo CBUQ a quente e
WMA (morno).
Mais
um registro na redução das emissões comparando a usinagem de misturas
asfálticas produzidas a quente e a morno em uma usina de asfalto no Uruguai.
Um
exemplo de obra de pavimentação urbana em Balneário Camboriú, Santa Catarina,
com grande diferença na emissão de fumaça entre as aplicações a quente e morno.
Os resultados mensurados mostraram que é possível reduzir muito a passada dos
rolos compactadores.
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS
Ao
usinar com temperaturas inferiores ao convencional, o consumo de combustível na
usina de asfalto é reduzido. Alguns estudos mostram que a cada 1°C reduzido,
o consumo de combustível reduz aproximadamente 1%, embora haja variações entre
diferentes modelos de usinas. Ao usinar em até 40°C a menos, a economia é alta.
Além
da redução do consumo de combustível, a produção de misturas mornas resultam
também na diminuição da manutenção da usina. O sistema de filtragem pode ter
sua vida útil prolongada, exigindo um menor número de intervenções para limpeza
e manutenção. Segundo alguns estudos, as misturas asfálticas mornas podem
reduzir em até 5% no custo somente na produção do do concreto asfáltico.
Utilizando RAP, a economia pode ser ainda maior.
A
redução no número de passadas dos rolos compactadores também é uma economia que
pode ser mensurada. Alguns acompanhamentos de obras no Brasil mostraram que
houve até 80% de redução nas passadas, com os dados de compactação coletados
através do uso de densímetro. Isto significa menos custos com combustível e
manutenção. Em alguns casos, foi possível até mesmo remover rolo compactador da
patrulha de compactação.
Através
de estudos e acompanhamentos em campo, as economias obtidas em outros países
foram alcançadas também em obras realizadas no Brasil. Um dos principais
quesitos observados é uma redução drástica no número de passadas dos rolos
compactadores.
Melhor
trabalhabilidade da mistura garante maior homogeneização de temperatura,
evitando segregações térmicas comuns em misturas a quente, diminuindo as
chances de surgimento de falhas precoces e retrabalhos.
COMBINAÇÃO COM USO DE RAP
Um
grande benefício do uso de aditivo para mistura asfáltica morna é possibilitar
um maior percentual de material asfáltico reciclado (RAP) na mistura. O RAP é o
material proveniente da fresagem asfáltica e não pode ser utilizado como um
agregado virgem na usina de asfalto em função da sua composição ter a presença
do ligante asfáltico, que não deve ser exposto às altas temperaturas internas
do tambor de secagem por onde passam os agregados virgens.
Devido
aos tipos de usinas de asfalto existentes no Brasil, o RAP geralmente entra em
temperatura ambiente ao compartimento de mistura com os agregados virgens e
cimento asfáltico. Em misturas à quente, para que haja um equilíbrio da
temperatura de mistura, é necessário sobreaquecer os agregados virgens para que
em combinação com o RAP em temperatura ambiente haja uma equalização de
temperatura. Com misturas asfálticas mornas, este equilíbrio térmico da mistura
final não exige um maior sobreaquecimento dos agregados virgens e ainda permite
um percentual maior de RAP adicionado em temperatura ambiente.
Esta
combinação pode gerar uma grande economia na produção de uma nova mistura asfáltica,
pois a incorporação de RAP diminui a quantidade de agregados virgens e
principalmente o percentual de cimento asfáltico (CAP), que é a parte mais
nobre e também a mais cara. Para usufruir do material asfáltico presente no
RAP, é necessário aquecê-lo de alguma maneira, enquanto que em aplicação a frio
não ocorre o reaproveitamento do ligante asfáltico. No processo de aquecimento,
os riscos de danos por exposição a alta temperatura ocorre apenas em misturas à
quente, enquanto que em misturas mornas o processo é muito mais seguro e
eficiente.
É
altamente recomendado o uso de um destorroador para o reaproveitamento do RAP
em misturas à quente ou mornas. Este dispositivo é formado por dois tambores
equipados com uma espécie de dentes onde um gira um contra o outro. Desta forma
ocorre a separação dos agregados sem trituração, mantendo a película de asfalto
ao redor de cada partícula e assim reaproveitá-las da melhor maneira possível.
Altos
volumes de RAP podem ser reaproveitados de forma bastante rentável em uma
combinação com mistura asfáltica morna. Nesta foto, um grande estoque de RAP
nos Estados Unidos com bastante heterogeneidade, o qual é tratado através de
destorroamento e separação granulométrica por peneiramento.
O
uso de RAP em misturas asfálticas a quente exige um superaquecimento dos
agregados virgens para equilíbrio térmico da mistura. Quando usinado em
temperaturas menores, consequentemente o aquecimento dos agregados virgens
seria igualmente reduzido. Figura norma DNIT 033/2021 – Concreto asfáltico
reciclado em usina a quente.
ALGUMA DESVANTAGEM?
Sim,
a falta de conhecimento é a grande “desvantagem” das misturas asfálticas
mornas. Há mais de 100 anos o mundo produz misturas asfálticas à quente, mas
como em qualquer evolução de um produto ou processo é necessário tempo para que
seja amplamente disseminado.
O AVANÇO DAS MISTURAS MORNAS NO MUNDO
No
exterior está ocorrendo a adoção das misturas mornas em larga escala, conforme
registros abaixo.
Percentual de
misturas mornas em relação ao total de misturas asfálticas produzidas nos
Estados Unidos até dezembro de 2020, para cada estado. Fonte: NAPA (National
Asphalt Pavement Association).
Neste
mesmo relatório da NAPA é apresentado que entre as diferentes opções para
aplicação de asfalto morno, o uso de aditivos químicos (em amarelo) é o que
apresentou maior crescimento nos Estados Unidos entre 2009 e 2020, gradativamente ganhando espaço que era até
então ocupada pela aplicação Plant Foaming (espuma de asfalto na usina).
O
Reino Unido tem promovido forte campanha para substituir gradualmente as
misturas asfalticas a quente para misturas mornas (WMA), visando a redução na emissão
de gás carbônico na atmosfera.
Importante
construtora europeia que trabalha com pavimentação asfáltica há 120 anos
anunciando que vai encerrar a produção de misturas asfálticas a quente,
passando a utilizar exclusivamente as misturas asfálticas mornas.